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Segunda-Feira, 11/02/2019 - 07h48

Ação na UFPA incentiva locomoção por meios de transporte não motorizados

Ação na UFPA incentiva locomoção por meios de transporte não motorizados (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)
Ação na UFPA incentiva locomoção por meios de transporte não motorizados (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)

Diante de uma cidade travada por um trânsito congestionado, a solução para driblar o engarrafamento pode estar nas próprias pernas. Refletir sobre o ato de se deslocar para além da necessidade de um veículo motorizado pode ser a chave para a busca por um trânsito mais sustentável, onde o caminhar e o uso de transportes como skates, patins, bicicletas são valorizados. Partindo dessa reflexão, o projeto “Vida Saudável, Mobilidade Sustentável” organizou uma ação no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém.

Coordenadora do projeto, a professora da disciplina de mobilidade urbana da faculdade de engenharia civil da UFPA, Maisa Tobias explicou que a ideia da ação é desenvolver ideias para sensibilizar a sociedade para a necessidade de melhorar a qualidade de vida pelo desafogamento do trânsito. “Estamos vivendo um problema de insustentabilidade da cidade, no que diz respeito ao trânsito”, reforça. “Para se conscientizar sobre a questão do congestionamento do trânsito é preciso, acima de tudo, sensibilizar as pessoas. Sem isso, elas não sentem que o assunto é importante”.

Para que se busque tal sensibilização, a maneira pensada pelo projeto foi uma ação que envolve uma espécie de ensaio fotográfico que mostra um grupo de pessoas e o espaço que ocuparia em diferentes veículos. Dentro do próprio campus da universidade, a professora e os estudantes do curso de engenharia civil reuniram a quantidade de pessoas transportadas por ônibus, skates, carros, bicicletas.

FLUXO

“Nada melhor do que fazer isso dentro da universidade, onde já há um fluxo de veículos. A ideia é estimular as pessoas a caminharem, a usarem bicicleta e valorizarem os veículos não motorizados”.

Aluno do curso de engenharia civil, o universitário Gabriel Maués, 20 anos, conta que o meio que ele tem mais usado para se locomover é através dos aplicativos de mobilidade. Ainda que, neste caso, o veículo utilizado seja motorizado, a modalidade de transporte já permite, por exemplo, o compartilhamento do carro através do rateio do valor da corrida, diminuindo a quantidade de veículos circulando.

“O que eu sinto é que Belém não apresenta todo o potencial que ela poderia ter em relação ao trânsito e ao fluxo de veículos”, considera. “O que eu percebo é que o espaço que nós já temos poderia ser melhor otimizado”, diz.

Campanha

As imagens realizadas com o auxílio de um drone serão de domínio público e devem ser utilizadas em uma campanha de sensibilização para o uso mais sustentável do trânsito, com enfoque na importância dos veículos não motorizados e do transporte coletivo.

(Cintia Magno/Diário do Pará)


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