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Domingo, 21/02/2016 - 10h24

Mulheres-girafas: as refugiadas da Tailândia

Mulheres-girafas: as refugiadas da Tailândia  (Foto: Rita Soares/Diário do Pará)
Mulheres-girafas: as refugiadas da Tailândia (Foto: Rita Soares/Diário do Pará)

Elas usam colares dourados que tomam conta de todo o pescoço, dando a impressão de alongamento, o que resulta em uma imagem curiosa. Chegaram a inspirar um dos mais famosos perfumes, o J’adore, da célebre Maison Dior. Mas nem tudo é glamour na vida das mulheres-girafas. Divididas em quatro tribos na Tailândia, elas são refugiadas de Myanmar, país vizinho.

Não podem trabalhar fora da aldeia - e por isso acabaram transformando o local em centro de visitação e venda de artesanato para turistas. A renda ajuda a completar a pequena ajuda que têm do governo.

Existem várias histórias sobre a origem do pesado colar dourado. Uma delas diz que o ornamento serviria de proteção contra animais selvagens, como os tigres. Outra versão alega que o colar dificultava a fuga das mulheres - que assim ficavam refém dos maridos. Os colares aumentam com o passar do tempo. E, quanto maiores e mais pesados, mais ricas são as famílias.


As meninas começam a usar o enfeite aos 6 anos. Algumas só o tiram uma vez por ano, para a limpeza. São reféns da tradição.

(Rita Soares/Diário do Pará)


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