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Quarta-Feira, 04/05/2011 - 14h54

IAP lança o Prêmio de Artes Literárias amanhã

O Instituto de Artes do Pará lança nesta quinta-feira (5), o Prêmio IAP de Artes Literárias 2011, às 19h, com a missão de “avançar na política pública de apoio e aperfeiçoamento artístico de talentos consagrados e novos talentos da literatura de qualidade que é feita no Pará”, nas palavras do presidente do IAP, Heitor Pinheiro. Os homenageados deste ano são: Maria Lúcia Medeiros; Max Martins; Vicente Sales, Haroldo Maranhão e Nazareno Tourinho.

Criado em 2002, o Prêmio IAP de Literatura foi o primeiro no Estado a garantir a publicação das obras dos autores contemplados. Já foram publicados 28 livros, nos gêneros conto, romance, poesia, teatro, literatura infantil, dramaturgia, ensaios, auto popular e história em quadrinhos. Na solenidade de lançamento haverá apresentação dos homenageados e assinatura do edital pelo presidente do IAP, Heitor Pinheiro. Os convidados também terão uma visão do instituto e dos serviços desenvolvidos pelo mesmo.

O processo seletivo público de obras inéditas nos gêneros de dramaturgia, conto, ensaio, poesia e romance, cujos prêmios receberão o nome dos escritores paraenses, tem como objetivo principal do Governo do Estado do Pará, através do Instituto de Artes, estimular a investigação e a concepção de novos caminhos temáticos e formais para a literatura produzida no Pará, buscando, ao mesmo tempo, interrogar suas raízes mais genuínas (pesquisa) e ampliar seus horizontes teóricos e práticos. O edital já premiou escritores como Vicente Salles, João Bosco Maia, Nilson Oliveira, Paulo Maués Corrêa, Walter Freitas e Eduardo Meira.

Os homenageados

Maria Lúcia Medeiros nasceu em Bragança, onde passou a infância. Professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi consultora e fundadora da Casa da Linguagem. Licenciada em Letras pela UFPA, foi a primeira professora de redação e de literatura infanto-juvenil dessa instituição. Escreveu contos que reuniu nos livros, "Zeus ou a Menina e os Óculos"; "Velas por quem?"; "Quarto de Hora"; "Horizonte Silencioso" e "Céu Caótico".

Max Martins nasceu em Belém. Autodidata, foi funcionário público, diretor e fundador da Casa da Linguagem. Patrono da IV Feira Pan-Amazônica do Livro, de 1999, escreveu poemas de rara beleza, reunidos nas publicações "O Estranho"; "Anti-Retrato"  (premiados respectivamente pela APL e Seduc); "Alguns Poemas"; "H’era"; "O Ovo Filosófico"; "O Risco Subscrito"; "A Fala entre Parênteses"; "Caminho de Marahu"; "Não para consolar" (Prêmio Olavo Bilac da ABL); "Marahu Poemas"; "Colagens; Para ter onde ir"; "Outrossim" e "Poemas Reunidos", dentre outros.

Vicente Juarimbu Salles nasceu em Igarapé-Açu. Bacharel em Ciências Sociais, é escritor, jornalista, folclorista, e como pesquisador, destacou a importância do negro na Amazônia. Sua obra, voltada a vários saberes, constrói-se mais na junção da arte, da história, da antropologia e da sociologia. Membro do Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, é colaborador em jornais e revistas nacionais com trabalhos de grande relevância à compreensão da cultura amazônica. Escreveu dezenas de obras, como "O negro na formação da sociedade paraense"; "Vocabulário Crioulo"; "Contribuição do negro ao falar regional amazônico"; "Memorial da Cabanagem"; "Marxismo, socialismo e os militantes excluídos"; "A modinha no Grão-Pará"; "Carlos Gomes: uma obra em foco"; "Bibliografia analítica do artesanato brasileiro".

Sobre Haroldo Maranhão, Benedito Nunes disse que a obra do escritor está sempre a completar-se. O que dela se pode dizer, com segurança, como obra completa, é que se trata de um maciço central da melhor ficção brasileira. Jornalista, advogado e escritor premiado nacional e internacionalmente, escreveu romances, contos, novelas, dicionários, antologia, diário e literatura infanto-juvenil.

Nazareno Tourinho nasceu em Belém. Dramaturgo, foi premiado no concurso Latino americano de Dramaturgia “Andres Bello”, Venezuela, 1985, com a peça Pai Antonio. Membro da APL, teve peças dirigidas por Cláudio Correia e Castro e Wolf Maia. Publicou dentre outras peças, "Nó de Quatro Penas"; "Fogo Cruel em Lua de Mel"; "O Herói do Seringal"; "Severa Romana" e "A Greve do Amor". (Agência Pará)


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