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NO RUMO CERTO

Clube do Remo se caracteriza como 'operário' sem um grande destaque individual

Quarta-Feira, 12/06/2019, 08:31:37 - Atualizado em 12/06/2019, 08:34:54 Ver comentário(s)

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Clube do Remo se caracteriza como 'operário' sem um grande destaque individual (Foto: Ricardo Amanajás)
O ídolo Vinícius se iguala aos companheiros: todos evoluem juntos e trabalham para o grupo ter sucesso (Foto: Ricardo Amanajás)

Dentro de suas limitações, um time consistente, organizado, dinâmico e com muita raça. Esse é o Clube do Remo na Série C do Campeonato Brasileiro. Com uma peculiaridade: não há no clube um medalhão, aquele jogador de nome, de peso. Diferente de temporadas passadas, quando tinha Eduardo Ramos no elenco, por exemplo, o que gerava sempre muita expectativa da torcida, agora em 2019 o Leão tem mostrado que o coletivo é superior ao individualismo, algo que tem sido definido pelos próprios atletas como um “time de operários”. E que tem dado muito certo até aqui.

Quem endossou essa tese foi o goleiro Vinícius, considerado o mais diferenciado da equipe, mas que fez questão de se igualar aos demais companheiros de campo ao pregar que o time ostenta a qualidade de buscar a evolução em vez de aguardar por ela. “A união do nosso time é um fator determinante e, naturalmente, com o trabalho, se doar bastante, um querendo procurar o outro companheiro. A nossa cobrança maior, por exemplo, é na garra, na vontade. O trabalho do Márcio (Fernandes, técnico) está sendo fundamental. Ele melhorou várias coisas e vários aspectos. É um grupo de operários, onde não tem nenhuma grande estrela, mas que se doa bastante nos treinamentos”, explicou o camisa 1.

O argumento do arqueiro ainda se baseia nas situações encontradas pelo time recentemente em termos de preparação, como treinamentos aleatórios, já que o Baenão segue em processo final de obras, além do curto período entre uma partida e outra, mas que são encaradas de forma positiva em campo. “Nós procuramos sempre passar por cima disso, porque é por algo sempre maior. Sabemos que o retorno sempre vai ser tão grande quanto às dificuldades”, apontou Vinícius.

ADVERSÁRIO NO G4

Assim como foi na rodada passada, quando havia enfrentado o até então terceiro colocado na tabela, o Volta Redonda, o Remo irá jogar contra outro adversário bem posicionado na chave, o São José-RS. Em virtude da sua vitória em casa por 2 a 0 em cima do Boa Esporte, o Zeca, como é apelidado, aproveitou o triunfo do Leão diante do Voltaço para herdar a terceira colocação do grupo. Dessa maneira, ciente que o rival aspira mais, sobretudo em casa, onde contará com o fator do gramado sintético ao seu favor, o time azulino sabe que a batalha não será fácil. “Temos que ficar mais atentos, porque grama sintética geralmente a bola é um pouco mais veloz, a rasteira, principalmente, é mais perigosa. Viemos trabalhando em grama similar para não ter surpresa, mas o nosso time está focado para nada e nenhum obstáculo tirar a gente desse objetivo, que é o acesso nesse ano”, disse Vinícius.

RESPONSABILIDADE EXTRA

 - O time azulino que entrará amanhã em campo está pré-definido. Com o intuito de manter toda a base que tem atuado, a única dúvida do treinador Márcio Fernandes é em cima do substituto do volante Yuri, que está suspenso. Dessa maneira, a vaga, como já era esperada, deverá ficar entre Djalma e Rafael Tufa, embora Dedeco e Pingo façam parte das opções para exercer a função.

- De acordo com Djalma, quem entrar terá uma responsabilidade extra por substituir um jogador de tamanha regularidade no time titular. “O Yuri é um cara que dispensa comentário do nosso grupo, a gente chama pra ele até de “capita”, apesar do Vinícius ser o capitão. É um cara que tá fazendo o nosso time jogar, que organiza. É uma responsabilidade a mais, mas sei da minha qualidade, do meu potencial e sei onde posso ajudar também”, ponderou.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)





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