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Mala mineira, lágrimas, briga e festa: lateral conta detalhes do título brasileiro do Remo

Terça-Feira, 20/11/2018, 15:36:46 - Atualizado em 20/11/2018, 15:39:29 Ver comentário(s)

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Mala mineira, lágrimas, briga e festa: lateral conta detalhes do título brasileiro do Remo (Foto: Mário Quadros / Diário do Pará)
Azulinos comemoram o acesso após o fim do jogo e com o título da Série C driblando a mala mineira para o Novo Hamburgo-RS. (Foto: Mário Quadros / Diário do Pará)

O dia 20 de novembro é marcado pela maior conquista da história do Clube do Remo, pois nesta data, em 2005, o Remo conquistou o título brasileiro da Série C fora de casa e com uma vitória sobre o Novo Hamburgo-RS por 2 a 1.

A festa azulina teve momentos de apreensão e emoção, que terminou com um final feliz, onde o ex-jogador do Remo, Marquinhos Belém contou detalhes daquela partida que marcou o título azulino e deixando para trás América-RN e Ipatinga-MG, outros rivais do clube no quadrangular final da Série C.

Após tropeçar diante dos mineiros com um Mangueirão lotado, o Remo viajou para o sul do país onde precisava vencer o Novo Hamburgo-RS que garantia a equipe na Série B de 2006, sem depender do jogo entre Ipatinga-MG X América-RN.

“O Remo dependia do outro jogo para ser campeão e no dia do jogo não houve preleção do treinador Roberval Davino. Antes do jogo, o presidente Raphael Levy deu a palavra de disse que havia dinheiro do Ipatinga-MG para o Novo Hamburgo-RS vencer o Remo e aí todos os dirigentes levantaram um valor para pagar os jogadores, em caso de acesso”, lembrou Marquinhos Belém.

“O Levy com lágrimas nos olhos disse que acreditava na gente e ia ser o maior prazer em pagar todos os jogadores para curtir o natal e o ano novo com a família com o acesso garantido”, completou.

Já em campo, o Remo marcou 2 a 0 no segundo tempo em cima dos gaúchos com gols de Capitão e Maurílio, porém com um detalhe que parecia ser impossível. “Em nenhum momento perguntamos para o banco ou para a imprensa o resultado do outro jogo. Nosso foco era em vencer e conquistar o acesso”, lembrou Marquinhos.

Mas nem tudo foram flores naquela tarde, pois o ex-jogador lembra que quase vai para briga com o zagueiro Sérgio, que cometeu pênalti em cima do jogador adversário. “Lembro que depois que o árbitro marcou pênalti, eu fui para cima do Sérgio e quase vamos para porrada em campo”.

Com o fim do jogo, Marquinhos lembra que os jogadores reservas deram a notícia do título brasileiro inédito. “Quando acabou o jogo a gente que estava jogando comemorava o acesso, mas os reservas chegaram com a gente e falaram que fomos campeões brasileiros. A festa foi tão grande em campo e nos vestiários”.

Com o título garantido e sem os recursos tecnológicos de hoje, o jeito foi apelar para o telefone. “Chegamos no hotel e depois que houve o pagamento por parte da diretoria ligamos para os familiares para falar do título. Foi emocionante por tudo que passamos desde o inicio”, contou Marquinhos, que se surpreendeu com a recepção da torcida em Belém.

 

“Lembro que chegamos 1 da tarde e paramos a cidade. Parecia o Círio de Nazaré e foi muita gente ao ver a festa do Aeroporto até a Doca”, finalizou o ex-jogador que superou o problema cardíaco, o que rendeu o apelido de coração de Leão.

Na Série C de 2005, o Remo desbancou mais de 60 clubes e ficou com o título em campo e nas arquibancadas, onde a torcida ganhou o apelido de Fenômeno Azul e foi a maior média de público do país naquela temporada.

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(Diego Beckman/DOL)





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