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Campeonato Paraense da segunda divisão vai colocar na vitrine do futebol local

Domingo, 23/09/2018, 12:05:09 - Atualizado em 23/09/2018, 12:05:09 Ver comentário(s)

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Campeonato Paraense da segunda divisão vai colocar na vitrine do futebol local  (Foto: Alberto Bittar)
O técnico Júnior Amorim é a grande aposta da Tuna Luso para tentar finalmente retornar à elite do Parazão em 2019 (Foto: Alberto Bittar)

No primeiro dia de outubro começa a última competição oficial do futebol estadual em 2018. O Campeonato Paraense da Segunda Divisão tem a ver com a temporada atual, mas diz muito mais para o ano que vem. A Segundinha é composta por 15 clubes, divididos em quatro grupos – um deles, o A, terá três clubes -, e vai até novembro. Estarão em jogo duas vagas para a elite.

A principal novidade desse ano é que cada time só poderá relacionar, no máximo, cinco jogadores com idade acima dos 23 anos por partida, com exceção dos goleiros. A medida da Federação Paraense de Futebol (FPF), oficialmente, visa dar mais chance a jogadores locai e aos clubes que trabalham com as divisões de base.

O Tiradentes é um dos 15 participantes da competição que vão para a disputa com um elenco cheio de garotos (Foto: Divulgação)

Os clubes participantes são Santa Rosa, São Francisco e Tapajós (Grupo A1); Carajás, Paraense, Pinheirense e Vênus (Grupo A2); Desportiva Paraense, Sport Belém, Tiradentes e Vila Rica (Grupo A3); e Atlético-PA, Gavião Kyikatejê, Izabelense e Tuna Luso (Grupo A4).

Entre clubes tradicionais e novatos, a Segundinha tem atenção especial mais uma vez para o bairro do Souza, em Belém. A Tuna Luso Brasileira tenta voltar à principal divisão paraense e aposta em um elenco mesclado entre a garotada. A Lusa contratou jogadores como os meias Leandrinho e Tetê, o zagueiro Ezequias, o lateral-direito Léo Rosas, e os atacantes Tiago Mandi e Raygol. Mas, a maior aposta é no técnico Júnior Amorim, que no Parazão 2018 fez boas campanhas com Pinheirense e Independente.

O treinador aposta que sua equipe vai chegar bem para a estria no dia 6, em Parauapebas, contra o Atlético. “A maioria dos jogadores do elenco está treinando faz tempo. Estamos treinando faz mais de um mês e estou muito satisfeito com a evolução”, destacou.

Tabela da 1ª rodada

GRUPO A1

Times: Santa Rosa, São Francisco e Tapajós
Jogo: São Francisco x Tapajós - Barbalhão - 01/10 - 20h

GRUPO A2

Times: Carajás, Paraense, Pinheirense e Vênus
Jogo: Paraense x Pinheirense - local a definir - 06/10 - 9h30
Jogo: Carajás x Vênus - Mamazão - 06/10 - 15h30

GRUPO A3

Times: Desportiva, Sport Belém, Tiradentes e Vila Rica
Jogo: Desportiva x Belém - local a definir - 06/10 - 9h30
Jogo: Vila Rica x Tiradentes - local a definir - 06/10 - 9h30

GRUPO A4

Times: Atlético-PA, Gavião, Izabelense e Tuna Luso
Jogo: Gavião x Izabelense - Zinho Oliveira - 05/10 - 20h
Jogo: Atlético x Tuna Luso - Rosenão - 06/10 - 16h

Jogadores veteranos já começaram a sair de cena

Com o regulamento da Segundinha que limita a metade dos jogadores de linha tendo que ser até 23 anos, a aposta nos mais veteranos, aqueles que rodam as equipes de menor porte no Pará, diminuiu. Cada equipe tem seu representante desse grupo, mas é a Tuna quem tem mais atletas acima dos 23 anos. Além de Leandrinho, Tetê, Ezequias, Léo Rosas e Jayme, o elenco tem como principais destaques os meio-campistas Flamel e Ricardo Capanema. Nenhum deles tem garantia de permanência após a segunda divisão.

Capanema foi um dos último a chegar e, mesmo sem jogar há mais de um ano por causa de uma lesão, é visto como uma das principais peças da Águia. “É um jogador acostumado a título e acessos, tem muita experiência em nosso futebol e vai nos ajudar muito”, disse o técnico Júnior Amorim.

Em Santarém, as apostas dos dois times estão no gol. O São Francisco tem o eterno Labilá, de 34 anos, e o Tapajós conta com Jáder, de 24, mas com experiência de sobra para quem vem atuando como titular desde os 17.

Há também quem aposte nos treinadores. O Sport Belém tem mais uma vez Zé Carlos no banco de reserva, já o Izabelense levou para Santa Izabel Lecheva, que como técnico tm passagens por vários clubes locais, em especial o Paysandu, quando garantiu o acesso à Série B em 2012 e o título paraense em 2013 no Paysandu. Lecheva ainda acumula passagens por Independente, São Raimundo, Mogi Mirim-SP, Tapajós, Tuna Luso, Nacional-AM e Castanhal, este ano passado.

A maioria dos times é da Grande Belém

A cada ano o Parazão tem sido cada vez mais interiorano. Mas, a Segundinha dessa temporada tem mais representantes de Belém do que de outros municípios. Se for levado em consideração a Região Metropolitana da capital paraense, essa proporção aumenta. Belém tem Santa Rosa, Carajás, Pinheirense, Sport Belém, Tiradentes, Vila Rica e Tuna Luso, além de Paraense e Despotiva de Marituba e o Izabelense de Santa Izabel do Pará. O interior tem os santarenos São Francisco e Tapajós, o abaetetubense Vênus, o parauapebense Atlético e o bonjesuense Gavião Kyikatejê.

Paraense, clube ligado ao jogador Yago Pikachu, foi fundado em 2012 e tornou-se profissional ano passado se aventura pela primeira vez em uma competição oficial. O mesmo vale para o Atlético, que tenta emplacar mais uma equipe de Parauapebas.

Mas, grande parte das apostas vai mesmo para as equipes de Santarém. São Francisco e Tapajós, que se enfrentam na estreia de ambos na competição, dia 6 de outubro, têm se reforçado bastante nos últimos dias.

O Leão santareno, comandado por Oswaldo Monte Alegre, conta com jogadores com experiência na competição estadual como o goleiro Labilá, o meia Boquinha e os atacantes Chaveirinho e Elielton. O Boto também tem investido na vinda de novas caras. O técnico Fran Costa recebeu nessa semana o atacante Denis Maranhão e o volante Fabinho, que volta ao clube depois de quatro anos.

Os dois times jogam toda a primeira fase em Santarém, no Estádio Barbalhão, o que garante uma vantagem a mais por evitar as viagens e poder
contar com a torcida ao seu lado.

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(Tylon Maués/Diário do Pará)





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