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O adeus definitivo de Pedro Minowa

Sábado, 07/11/2015, 07:10:11 - Atualizado em 07/11/2015, 08:41:54 Ver comentário(s) A- A+

O adeus definitivo de Pedro Minowa (Foto: Mário Quadros)
Há quase cinco meses licenciado do cargo, Pedro Minowa revela que vai renunciar à presidência remista. (Foto: Mário Quadros)

No dia em que completa 76 anos de idade, o empresário Pedro Minowa, que entrou para a história do Clube do Remo como primeiro presidente eleito através do voto do associado, resolveu adotar uma atitude até então inesperada, que promete reverberar nos cantos mais intocáveis da pirâmide azulina.

Licenciado do cargo desde o dia 26 de junho, quando foi sucedido pelo atual presidente, Manoel Ribeiro, Minowa, em fato inédito, decidiu renunciar ao cargo que ganhou nas urnas. O anúncio será feito na manhã deste sábado, após o documento explicando as razões ser protocolado na secretaria da sede social. Com isso, de acordo com o estatuto do clube, novas eleições devem ser convocadas o mais breve possível. 

Carta do presidente Pedro Minowa.

A decisão veio após uma série de ponderações, forçadas também por pedidos da família, de que Minowa não teria mais condições de retornar ao clube, principalmente por conta da imagem desgastada e de certa forma prejudicada por alguns setores internos. Segundo ele próprio, várias pessoas que o cercavam, contribuíram para uma sucessão de erros que foram desde contratações de atletas até acordos com empresas terceirizadas. 

“Desde o início do ano, quando apresentamos o elenco, houve interferências nas contratações. A 1ª foi feita pelo ‘Magnata’, que inviabilizou a contratação do goleiro Paulo Rafael, na época um bom goleiro. Outro jogador que queríamos trazer era o Ezequias, do Independente, que o Carlos Gama também interferiu”, aponta Minowa. 

Desde então, polêmicas como a multa rescisória com a empresa Ingresso Fácil, a venda do atacante Rony e a falta de prestação de contas, foram motivos suficientes para uma avalanche de críticas, que culminaram com sua acusação de gestão temerária. “Essa empresa voltou a fazer os ingressos para o Remo e mais nada se falou da tal multa de R$ 500 mil. No caso do Rony, eu pouco participei, mas em momento algum ganhei dinheiro ou recebi dinheiro na minha conta, como disseram. Mesmo assim, fui acusado de tudo. Agora, imagine se na minha gestão fossem roubados R$ 423 mil”, frisou Minowa.

(Luiz Quilherme Ramos/Diário do Pará)

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