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Silva volta a Belém com turnê do álbum 'Brasileiro' em duas apresentações

Sexta-Feira, 14/09/2018, 10:01:48 - Atualizado em 14/09/2018, 10:01:48 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Silva volta a Belém com turnê do álbum 'Brasileiro' em duas apresentações (Foto: Wilmore Oliveira)
Trabalhos recentes apontam caminho mais (Foto: Wilmore Oliveira)

Silva volta a capital paraense com o show do disco “Brasileiro”, lançado em maio. Nessa nova turnê, mais do que nunca, o compositor e músico capixaba se dedica intensamente a construir novos caminhos entre tempos e estéticas musicais diferentes, mostrando a força de seu nome entre os mais criativos da sua geração. Acompanhado de Lucas Arruda (baixo, synth e piano) e Hugo Coutinho (bateria e programações), ele se apresenta em duas datas – sábado, às 21h, e domingo, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa.

Das 13 faixas inéditas que compõem no novo álbum, nove são em parceria com seu irmão Lucas Silva. Entre elas, “Nada Será Mais Como Era Antes”, que abre o show e o disco, e “A Cor É Rosa”, inspirada no axé dos anos 1990 e lançada como o primeiro single. Estão presentes também parcerias com Ronaldo Bastos (“Ela Voa”), Arnaldo Antunes (“Milhões de Vozes”) e uma assinada apenas por Dé Santos (“Prova dos Nove”), uma bossa nova com pagode romântico e, ainda assim, tudo soando como Silva – incluindo o dueto com Anitta (“Fica Tudo Bem”), um anzol que fisgou muitos ouvintes até o disco completo.

Em entrevista ao Você, o cantor destaca que este show o tem deixado muito feliz pela receptividade das pessoas ao novo repertório. “Tem sido algo muito forte e muito novo para mim”. E garante que apresentará ao vivo todo o álbum. Serão 24 mú sicas alocadas entre dois temas instrumentais de “Brasileiro” – “Palmeira” e “Sapucaia”, ambas assinadas exclusivamente por Silva e que funcionam como vinhetas. Entre o início e o fim da apresentação, ele também canta músicas de seus álbuns anteriores, como “Júpiter” (2015) e “Silva Canta Marisa” (2016), em que interpreta canções de Marisa Monte, entrelaçado a outras canções alheias, como “Que Maravilha” (Jorge Ben Jor e Toquinho, 1969) e “Menino do Rio” (Caetano Veloso, 1979).

“Esse foi um trabalho difícil de fazer, porque já tenho cinco discos lançados”, diz ele sobre a escolha de repertório. “É muita música para escolher e muitas para deixar de fora. Fui escolhendo músicas que conversavam com o ‘Brasileiro’. Tem algumas versões novas que faço também. Sempre vou acrescentando músicas durante a turnê”, completa.

Disco marca evolução musical

Quando lançou seu primeiro EP, em 2011, Silva tinha uma bagagem forte de música estrangeira. Seguiu esse caminho até seu primeiro álbum, “Claridão”, lançado em 2012 pela Slap; e ainda em seu segundo álbum de estúdio, “Vista Pro Mar” (2014), que teve como convidada a cantora Fernanda Takai na faixa “Okinawa”. Aos poucos, percebeu que esse repertório não dava conta de todos os seus interesses e essa consciência levou o músico a buscar um caminho mais pop, presente na canção “Noite” (2015), com participação de Lulu Santos e Don L., assim como no álbum “Júpiter”, lançado no mesmo ano.

No entanto, o que preparou o terreno para que ele chegasse à maturidade de “Brasileiro” foi mesmo o mergulho na obra de Marisa Monte, que desde o início de sua carreira evoca a tradição da música brasileira sem abrir mão de dialogar com o pop/popular de seu próprio tempo. “Acho que estou evoluindo como pessoa e como músico, isso então acaba refletindo nas coisas que eu produzo”, considera o cantor, diante das críticas positivas acerca de seu repertório mais recente e mesmo de sua evolução vocal após cantar Marisa. “Daqui pra frente espero poder continuar fazendo música com o mesmo prazer que sempre tive, na verdade, quero ainda mais”, completa.

NO PALCO

Show “Brasileiro”– Silva

Quando: Sábado, às 21h; e domingo, às 20h.

Onde: Teatro Margarida Schivasappa (Gentil Bittencourt, 650, térreo do Centur).

Quanto: R$ 80 (meia a R$ 40), no site, ou na bilheteria do teatro.

Informações: (91) 3202-4314/ 3202-4320.

Classificação: Livre

(Lais Azevedo/Diário do Pará)





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