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Mostra Sesc Amazônia das Artes tem show de Nega Lu e exposição documental e jornalísticas

Terça-Feira, 14/05/2019, 09:11:21 - Atualizado em 14/05/2019, 09:11:21 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Mostra Sesc Amazônia das Artes tem show de Nega Lu e exposição documental e jornalísticas (Foto: Divulgação)
"É um show que tem uma reflexão para o público em geral. São músicas que falam da vida, de luta de amores. Espero que atravesse as pessoas” (Foto: Divulgação)

A cantora mato-grossense Nega Lu se apresenta hoje em Belém durante a Mostra Sesc Amazônia das Artes, com o show “Minha Ancestralidade”. A artista traz ao palco toda sua representatividade negra e feminina em uma apresentação gratuita e inédita fora de seu estado. O show começa às 19h, no Sesc Ver-o-Peso.

Com identidade musical afro, que combina elementos para revisar, interrogar e reexaminar os eventos históricos, a apresentação traz um repertório de canções autorais, conta ela. “Nós somos de Rondonópolis, de Mato Grosso e é a primeira vez que saímos de nosso estado para apresentar esse show. Estamos muito felizes e ansiosos para levar ao público nossas músicas. É um repertório que traz uma questão de raça, que fala sobre minha negritude e ainda sobre eu ser mulher. Tem repertório bem mesclado, que vai do samba ao reggae e as pessoas que forem vão poder assistir um show feito com muito carinho”, promete a cantora que está na vida artística, desde os 13 anos de idade.

Trata-se de um projeto solo, que a cantora desenvolve há cerca de dois anos, mas os músicos que a acompanham no palco também são parceiros de criação. “Todos os meninos que estão na apresentação participaram da criação de arranjos musicais do espetáculo. São sete pessoas no palco, seis homens e eu”, diz ela, sobre a banda formada por .Leme (tecladista), Leandro (percussionista), Lucas (contrabaixo), Weslley (guitarrista), Wilson Junior (baterista e irmão da cantora) e José Carlos (técnico de som).

AMPLITUDE

Ao construir o projeto musical, ela conta que não imaginava que seria selecionada para participar de algo tão amplo como o Amazônia das Artes. “Eu compunha sem ter uma ideia da proporção que isso ia tomar. Nós montamos um espetáculo para o Sesc, mas para ser apresentado no próprio estado, e quando percebemos que as músicas falavam da música negra, das minhas referências, da minha religião, foi um espetáculo sem intenção de alcançar essa repercussão, mas estou superfeliz e todo mundo da banda está mega ansioso”, revela.

As músicas foram escolhidas carinhosamente para o show, diz ela. “‘Fortalecer’, ‘Corpo Fechado’ e ‘Ogum’ são as primeiras selecionadas e enfatizam bastante a questão do negro. É um show que tem uma reflexão para o público em geral, com formato livre para todos aproveitarem. São músicas que falam da vida, de luta de amores. Espero que a galera esteja aberta para ouvir e que atravesse as pessoas. É um show preparado com muito carinho e amor”, diz Nega Lu.

VEJA

Show “Minha Ancestralidade”, de Nega Lu (MT)|Amazônia das Artes

Quando: Hoje, às 19h

Onde: Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso (Boulevard Castilho França, 522/523 - em frente à Estação das Docas).

Quanto: Entrada Franca

Classificação: Livre

Cenas paraenses em exposição

Uma das imagens do ensaio de Marcelo Vaz, do Coletivo Olhar Fotográfico de Abaetetuba, entre os premiados pelo Sesc. (Foto: Marcelo Vaz/Divulgação)

Também dentro da Mostra Sesc Amazônia das Artes, abre hoje à visitação no Sesc Ver-o-Peso a exposição coletiva “Imagens Cotidianas”, que traz, em fotografias documentais e jornalísticas, um olhar voltado para a realidade amazônica.

A exposição resulta da segunda edição do prêmio “Incentivo à Fotografia Paraense”, que teve como objetivo principal valorizar e divulgar ensaios fotojornalísticos e documentais realizados no estado do Pará.

Originalidade, capacidade de comunicação de uma informação, qualidade técnica e unidade do conjunto apresentado foram os critérios utilizados pela comissão que selecionou os três trabalhos vencedores da edição de 2019.

Formada pela fotógrafa Elza Lima e pelo fotógrafo e educador Miguel Chikaoka, a comissão elegeu os ensaios “Como a Força das Águas”, do coletivo Olhar Fotográfico de Abaetetuba - que neste ensaio conta com fotografias de Marcelo Vaz, Sérgio Rodrigues e Joanaldo Silva; “O Corpo entre a Alma e o Trabalho”, de Rafael da Luz; e “A-salto” de Ronney Alano, ambos residentes em Belém. Receberam menções honrosas, os ensaios “Água Boa”, de Paula Giordano, e “Portal da Amazônia”, de Renata Negrão Moreira.

“Como o nome do concurso já fala que o objetivo é dar um incentivo, nos sentimos muito honrados em termos sido escolhidos no concurso. Selecionamos 20 fotografias e fizemos nossa inscrição e as fotos foram enviadas pela internet. A ‘Força das Águas’ fala sobre ribeirinhos e águas, que é exatamente o que fazemos em Abaetetuba, que é mostrar o cotidiano do povo, nesse vai e vem de rabeta, de lancha, ou de barco, nos rios. É um tema que está muito presente na fotografia do grupo. Temos cento e poucas ilhas e no final de semana saímos para fazer as fotografias. A gente escolhe uma ilha ou o ribeirinho a sugere, é sempre muito prazeroso”, conta Joanaldo Silva, um dos integrantes do Coletivo Olhar Fotográfico.

Ele conta que já trabalha com fotografia há cerca de 28 anos. “O incentivo do Sesc nos proporcionou uma repercussão positiva para o grupo. A visualização na nossa página aumentou e nosso trabalho teve um bom alcance. Estamos muito orgulhosos”, conta Joanaldo, acrescentando que já recebeu premiações em revista e concursos.

INCENTIVO

A assessora cultural Paula Sampaio, responsável pelo Núcleo de Fotografia do Centro Cultural Sesc Ver-oPeso, informa que o regulamento da premiação é público e foi aberto não só a profissionais, mas a qualquer pessoa que fotografe, sendo prioridade o enfoque fotojornalístico. “É um incentivo à fotografia paraense, onde as pessoas são avaliadas por uma comissão externa e especializada. Neste ano, foram três premiados e duas menções honrosas. É uma forma de valorizar a fotografia feita por pessoas daqui e que mostrem a visão que se tem sobre a região”, explica.

VEJA

Exposição Imagens Cotidianas

Abertura: Hoje, às 19h

Visitação: Até 31 de maio, das 10h às 18h (de terça a sábado)

Onde: Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso (Boulevard Castilho França, 522/523 - Campina)

Quanto: Gratuito

(Wal Sarges/Diário do Pará)

 

 



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