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Juca Culatra lança clipe com participação de Marcos Maderito e produção de Will Love

Domingo, 10/03/2019, 10:25:13 - Atualizado em 10/03/2019, 13:06:11 Ver comentário(s)

EDIÇÃO ELETRÔNICA

Juca Culatra lança clipe com participação de Marcos Maderito e produção de Will Love (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O cenário é o Ver-o-Peso, com uma trilha sonora bem popular dos paraenses: as batidas do tecnobrega. Juca Culatra se une aos integrantes da Gang do Eletro, Marcos Maderito e Will Love, dando vida ao videoclipe de “Essa Mistura, Esse Balanço”, lançado no canal oficial de Culatra no Youtube. 

A composição de Culatra e Maderito faz uma homenagem aos mestres e mestras do carimbó. “A gente gravou com imagens do Ver-o-Peso, da Praça da República, do Theatro da Paz e ainda do Teatro Waldemar Henrique. A letra da música fala de vários mestres da música popular, fala também das mulheres mestras do carimbó, como Dona Onete e Nazaré Pereira. Também menciona Verequete, Cupijó, Lucindo”, detalha o artista, que também assina o roteiro, a direção e a edição do clipe. 

“É um trabalho que vai além do musical, pois revela o meu lado técnico quanto à edição. A primeira vez que editei foi com o clipe do ET (“Carimbó do ET”), quando me vi todo cheio de marra, então resolvi aprender por mim mesmo. Estudei e me apaixonei por tudo isso. O clipe da Thais Badu [cantora e companheira de Culatra] fui eu que editei”, completa.

Com produção musical de Will Love, a faixa une carimbó aos beats eletrônicos. “É uma homenagem que a gente tentou fazer, mas incluindo a batida das aparelhagens, daí a chamei o Maderito, que enriqueceu com o tecnobrega. Na narrativa do clipe, Juca é o personagem que vai ao encontro de Maderito no Ver-o-Peso. Já o Maderito é quem fala sobre o carimbó e quem são os mestres”, explica Will.

A música está no novo álbum de Juca Culatra, com previsão de lançamento em 26 de abril, aniversário dele, e é a segunda deste trabalho a ser lançada – antes, ele apresentou o “Carimbó do ET”. “Serão seis músicas que serão lançadas em forma de clipe, todos com uma linha cronológica, como se fosse uma história com destinos diversos a serem percorridos. O próximo lugar será Alter do Chão”, antecipa ele, que já planeja novo lançamento. “Acho que hoje em dia o artista que não está voltado para o audiovisual está meio deslocado. E o artista deve estar sempre antenado”, acredita.

PARCERIA

 Culatra conta que a música surgiu em um encontro descontraído com Maderito. “Fizemos numa tarde. A gravação também foi rápida. Pensei num roteiro como se tivéssemos saído do Ver-O-Peso em direção à Praça da República. Já gravei em vários cantos da cidade, no Combu, em Mosqueiro. Acho que o artista deve valorizar sua cultura, sua cidade e eu amo minha cidade e minha cultura”, ressalta Juca Culatra, que comemora dez anos de carreira em 2019, com três álbuns lançados - “Dinosapiens (2009)”, “Bregareggae (2012)” e “Skrega (2016)”.

(Wal Sarges/Diário do Pará)



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