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Cinema paraense no festival de Roterdã

Domingo, 27/01/2019, 10:23:48 - Atualizado em 27/01/2019, 10:23:48 Ver comentário(s)

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Cinema paraense no festival de Roterdã (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O Festival Internacional de Cinema de Roterdã, um dos principais eventos de cinema da Europa, este ano recebe o cineasta Fernando Segtowick, o primeiro paraense a participar do evento como convidado. Até o dia 30 deste mês ele integra o Rotterdam Lab, que é um laboratório de projetos dentro do festival.

“Esse laboratório é um treinamento para que o participante consiga entender um pouquinho mais de mercado internacional, além de conseguir financiamento, vender seu projeto e ainda criar uma rede de contatos fora de seu país, compreendendo um pouco mais sobre a distribuição de filmes”, explica.

Organizado pelo CineMart, o Rotterdam Lab funciona como um workshop de cinco dias que reúne cerca de 60 produtores de mais de 20 países, para construir e desenvolver uma rede internacional de oportunidades para eles próprios. Segtowick foi indicado após apresentar um projeto durante o espaço de pitchings abertos, para defesa oral de projetos, do Ambiente de Mercado do “51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, na edição do ano passado. Um dos prêmios era exatamente o ingresso para o Rotterdam Lab, que foi parar nas mãos do paraense.

“É uma oportunidade única participar de um evento desses, porque você é indicado para participar, não existe uma seleção. Eu apresentei um projeto, que se chama ‘Passagem Esperança’, meu primeiro longa-metragem de ficção, que conta a história de três mulheres que tiveram os filhos assassinados na violência em Belém, baseado em uma reportagem do jornalista paraense Ismael Machado”, conta.

O argumento foi desenvolvido por meio de um projeto da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que permitiu que Segtowick escrevesse o roteiro. “Temos a primeira versão do roteiro, temos o orçamento e estamos atrás do financiamento para rodar o filme”, diz o cineasta.

Enquanto vive exatamente esta etapa de ver “Passagem Esperança” começar a tomar forma, participar deste evento proporciona uma emoção única, diz Fernando. “É a primeira vez que estou participando de um festival internacional de cinema como convidado e trazendo um projeto é muito legal. Apesar de eu estar há muitos anos trabalhando com audiovisual do Pará, participar de um movimento internacional, ter essa chancela de ser convidado e integrar um laboratório é muito legal. Todo mundo está muito animado para ver, a partir deste treinamento, como que a gente continuará no movimento para que esse filme aconteça”, ressalta.

(Wal Sarges/Diário do Pará)





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