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ENTRADA GRATUITA

Exposição 'Almas da Ilha' reúne obras de 19 fotógrafos no Museu do CCBEU

Terça-Feira, 04/12/2018, 08:11:34 - Atualizado em 04/12/2018, 08:14:45 Ver comentário(s)

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Exposição 'Almas da Ilha' reúne obras de 19 fotógrafos no Museu do CCBEU (Foto: Conce Miranda)
Alunos de fotografia do Studio Dez assinam a mostra (Foto: Conce Miranda)

Formada quase exclusivamente por retratos, realizados em Salvaterra e localidades vizinhas, no Marajó, a exposição fotográfica “Almas da Ilha” será aberta hoje, às 19h, no Museu de Arte do CCBEU, com entrada gratuita. As imagens foram produzidas e selecionadas por 19 alunos de fotografia do Studio Dez Belém, mais seu coordenador/curador, o fotógrafo Valério Silveira. O objetivo é apresentar ao público – até 05 de janeiro – um pouco da cultura, cotidiano e ambiente marajoara traduzido no olhar e na pele de seu povo.

A exposição é um dos desdobramentos do curso “FAZ – Fotografia de A a Z”, em que seus participantes se reúnem todos os sábados, ao longo do ano inteiro, para estudar fotografia em seus diferentes aspectos. Ao chegar ao tema “retrato documental”, surgiu a proposta de fazer esse estudo no Marajó. Foram cinco dias de incursão pelo cotidiano de comunidades quilombolas, áreas pesqueiras e outras comunidades em geral da ilha.

“Ficamos mais próximos da comunidade para fazer principalmente retratos. A gente ali pedia emprestada a alma e devolvia em foto, levamos uma impressora e deixamos as fotos para eles. Foi uma grande troca, na verdade, e então a gente resolveu fazer a mostra. Editamos o material e agora abrimos para o público de Belém um pouco do nosso trabalho”, comenta Valério. E a turma já planeja mais um desdobramento, a volta à Salvaterra no dia 16 para fazer doações às comunidades mais carentes da região.

O fotógrafo destaca essa proximidade estabelecida no convívio com os locais. “Teve aquele lance da confiança do olha, essa troca mesmo de alma pra alma. Tem um pouco de nós no retrato também”, afirma. O grupo se hospedou em várias casas e firma ter vivido momentos muito emocionantes junto às famílias que os recebeu. “Teve casos que a gente deixou de fotografar porque achamos desnecessário, a emoção era mais forte, são momentos já registrados na nossa cabeça, não precisava a foto”, diz Valério.

Os moradores de Salvaterra e arredores foram a maior inspiração para as imagens (Foto: Rosana Teixeira)

Entre os alunos que participam estão desde fotógrafos com um olhar mais experiente para o cotidiano e suas miudezas, como Rosyan Britto, de 76 anos, assim como há jovens que também tem muito a ensinar. É o caso de Sofia Anjos, de 16 anos, que teve sua primeira experiência de excursão para fotografar, e destaca-se pela habilidade com que fotografa apenas com a mão esquerda. “Não existem câmeras para canhotos e ela não tem a mão direita, então desenvolveu um jeito próprio de fotografar com a câmera de cabeça para baixo e usando o dedo mindinho”, conta o organizador da mostra.

Aromas, sons, elementos que vão além da visualidade também foram alvo do estudo em grupo, que tentou transmitir tudo isso em seu olhar fotográfico. “O que o público vai ver são diferentes trabalhos e olhares sobre esses lugares, envolvendo o tempo e velocidade fotográfica, alguns trabalhos com light paint, fotografias coloridas, preto e branco, noturnas. E tem um pouco da paisagem do lugar, em pormenores que adentram esses retratos. Mostra o dia a dia, o trabalho. A gente vai mostrar um pouco do ser e do lugar na mesma cena”, adianta.

As imagens da mostra trazem experiências com tempo e velocidade da fotografia, light paint, cor, P&B e fotos noturnas (Foto: Marina Lorenzo)

Trocas com a comunidade ampliam a experiência capa

O fotógrafo Valério Silveira destaca essa proximidade estabelecida no convívio com os moradores locais. “Teve aquele lance da confiança do olhar, essa troca mesmo de alma pra alma. Tem um pouco de nós no retrato também”, afirma.

Os fotógrafos se hospedaram em várias casas e afirmam ter vivido momentos muito emocionantes junto às famílias que os receberam. “Teve casos que a gente deixou de fotografar porque achamos desnecessário, a emoção era mais forte, são momentos já registrados na nossa cabeça, não precisava a foto”, diz Valério.

Entre os alunos que participam, estão desde fotógrafos com um olhar mais experiente para o cotidiano e suas miudezas, como Rosyan Britto, de 76 anos, assim como há jovens que também tem muito a ensinar. É o caso de Sofia Anjos, de 16 anos, que teve sua primeira experiência de excursão para fotografar, e destaca-se pela habilidade com que fotografa apenas com a mão esquerda. “Não existem câmeras para canhotos e ela não tem a mão direita, então desenvolveu um jeito próprio de fotografar com a câmera de cabeça para baixo e usando o dedo mindinho”, conta o organizador da mostra.

Aromas, sons, elementos que vão além da visualidade também foram alvo do estudo em grupo, que tentou transmitir tudo isso em seu olhar fotográfico. “O que o público vai ver são diferentes trabalhos e olhares sobre esses lugares, envolvendo o tempo e velocidade fotográfica, alguns trabalhos com light paint, fotografias coloridas, preto e branco, noturnas. E tem um pouco da paisagem do lugar, em pormenores que adentram esses retratos. Mostra o dia a dia, o trabalho. A gente vai mostrar um pouco do ser e do lugar na mesma cena”, adianta.

Exposição "Almas da Ilha"

Abertura: Hoje, às 19h

Visitação: Até 05 de janeiro, de segunda sexta, das 14h às 19h, e sábado, das 9h às 12h

Onde: Galeria do Mabeu (Trav. Padre Eutíquio, 1309, Batista Campos)

Quanto: Gratuito

(Lais Azevedo/Diário do Pará)



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