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João Suplicy lança álbum com influências de rock, blues, baião e bossa nova

Domingo, 13/08/2017, 11:17:15 - Atualizado em 13/08/2017, 11:17:15 Ver comentário(s) A- A+

João Suplicy lança álbum com influências de rock, blues, baião e bossa nova (Foto: Edu Pimenta/Divulgação)
Depois de oito anos ao lado de Supla no projeto de rock Brothers of Brazil, João Siplicy agora mostra sua versão pop (Foto: Edu Pimenta/Divulgação)

Quando no início da década de 1980 Supla era um adolescente que já frequentava shows de rock e arriscava ter suas primeiras bandas, o irmão mais novo, João Suplicy, hoje com 43 anos, ia apenas ouvindo e acompanhando tudo com o incentivo do irmão mais velho. Foi por essa época que nasceu sua paixão pelo violão, que levou a uma carreira solo com quatro álbuns. E, mais tarde, ao projeto Brothers of Brazil, parceria com Supla que durou quase oito anos, rendeu cinco álbuns de estúdio, um programa de televisão e excursões pelo mundo afora com uma extensa turnê internacional. 

O músico agora retoma sua carreira solo com “João”, álbum que ele acaba de lançar e que mostra quão diversificado é seu repertório rítmico. “Durante esses quase oito anos, muitas vezes eu quis fazer isso. Ficava esperando uma brecha na agenda do Brothers of Brazil, que nunca acontecia. Sempre tinha show, gravação, o programa na TV. Ao longo desse tempo, eu compunha muita coisa que não cabia no conceito da banda. E ficava até um pouco angustiado de não dar vazão a essas coisas. Com o que eu compus ao longo desse tempo dava pra fazer quatro CDs de uma vez!”, conta João em entrevista ao Você.

Neste trabalho, ele fez questão de manter o violão de náilon com amplificação distorcida, marca dos Brothers, que soa como uma guitarra. Em 14 faixas, todas autorais, duas são em parceria: “Solteiro e Vagabundo”, com Gabriel Moura, e “Magia e Sedução”, com Djaya Levy. O álbum traz ainda duas participações especiais: Zeca Baleiro, na faixa “Um Abraço e Um Olhar”, e Marina de La Riva, em “Dicionário do Amor”. Antes do disco, João já havia divulgado em rede as duas músicas, além da marchinha “Tsunami do Amor”, no Carnaval.

“É um disco que acho muito a minha cara. Embora transite por vários gêneros, no sentido rítmico - tem baião, bues, um rock, uma coisa mais balada romântica - tudo faz parte de mim. Definiria [este álbum] como o João mesmo. Eu sou uma pessoa de identidade musical muito múltipla e misturada. Cresci ouvindo de tudo, no país onde nasci tudo é misturado, não só na musica como em várias outras coisas e sou fruto disso”, considera.

Quem o conhecia do projeto com o irmão, talvez esperasse um disco de rock, mas o músico conta que, além de estar mais para o pop e a MPB, não fez a seleção das musicas tentando fechar num determinado nicho. “Acho que tem uma unidade no sentido de que são uma expressão minha, tanto na composição como na tessitura do álbum. Tem minha pessoa, minha alma, minha verdade”, diz ele. Nos shows, João ainda apresenta releituras de Elvis Presley a Benito de Paula e Baden Powell, mostrando essa multiplicidade de influências que o levaram ao álbum.

O disco tem produção do próprio João, com a colaboração de Luiz Carlos Maluly e Edson Guidetti. A capa, que é inspirada em “American Recordings II”, de Johnny Cash, foi sugestão do amigo e fotógrafo Edu Pimenta. A imagem em preto e branco sintetiza a essência do disco, que tem várias composições autobiográficas sobre a complexidade do amor. “Magia e Sedução” externa a essência de uma paixão genuína e a plenitude de um sentimento mais profundo. “Era Feliz” coloca em xeque os dramas de uma separação e “Enquanto Isso” aborda os dilemas de um relacionamento proibido. Outro destaque é a música “Liga a Cabeça”, que abre o disco e que chama a atenção para a importância de estarmos realmente presentes em cada momento e local onde estamos.“O Brothers está parado e eu realmente voltei para a carreira solo, vendo isso como um retorno para mim mesmo.

O Brothers pode voltar a fazer algo junto, mas dificilmente vou colocar o trabalho solo em segundo plano de novo porque é algo que me dá muita satisfação pessoal. Eu era compositor lá também, mas aqui me sinto um compositor mais completo”, finaliza.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)





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