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Viajantes contam suas experiências pelo mundo

Sábado, 01/10/2016, 12:30:39 - Atualizado em 01/10/2016, 12:30:39 Ver comentário(s) A- A+

Viajantes contam suas experiências pelo mundo (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Seja para comprar passagens, reservar o hotel ou passeios, os turistas utilizam cada vez mais a internet como ferramenta para planejar viagens. Segundo a Organização Mundial do Turismo, o número de brasileiros que compram viagens pela internet cresceu de 14,4 milhões em 2010 para 31,6 milhões em 2014. 

Uma aventura solitária no deserto chileno do Atacama, patinar no Central Park em Nova York, mergulhar em Fernando de Noronha. Não importa qual o próximo sonho de viagem, a médica Sanja Oliveira, 39 anos, sempre conta com uma forcinha da internet para programar e comprar tudo. “Eu mesma procuro voos, localização do hotel de acordo com o que quero ver, se tem acesso ao metrô”. Qual ferramenta virtual ela usa? “Na verdade, uso várias!”, diz ela.

Assim é com a servidora pública Karla Rothstein, 39 anos, amiga de Sanja e companheira de viagens, que revela as etapas que segue antes de arrumar as malas. “Leio blogs para descobrir qual a melhor época para ir, período de tarifas mais em conta ou como economizar na alta temporada. Depois, rastreio passagens mais baratas e a melhor opção de hospedagem. Só então passo a fazer o roteiro”, revela. Uma boa ferramenta? O Google Earth. “Uso para percorrer o local e chegar com o mapa em mente, assim consigo agilizar caminhos”, explica Karla.

O negócio é comprar com atenção e ter um velho ditado em mente: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Um exemplo são os sites em que você negocia a locação de imóveis particulares. “Fomos para Nova York meio em cima hora, o que quer dizer que tudo estava caro. Fui pesquisar e encontrei um apartamento que era bom demais para ser verdade: de frente para o Central Park, umas fotos bonitas e, enquanto a maioria naquela área saía por R$ 500 a R$ 600, ele estava por R$ 200”, conta Sanja Oliveira. 

O anunciante pedia depósito antecipado e por via postal. Desconfiada, ela procurou o site, que a aconselhou a não fechar negócio. No mesmo site, ela conseguiu encontrar um apartamento mais barato ainda, mas com acomodações menores, fotos mais realistas e o mais importante: com boas referências. “Desde então, a gente só se hospeda em locais que têm referência de quem já se hospedou lá e que comenta no site. O macete é procurar bastante, aproveitar promoção de passagem. E comprando bem antes (da data do embarque) você consegue barganhar com hotel também”, ensina a médica.

Planejamento é o melhoramigo para viajar com crianças 

No caso de quem tem filhos, contar com uma viagem mais planejada é melhor ainda. Karla Rothstein, que tem a Luísa, de 11 anos, e o Lucas, de apenas 2 anos, diz que, após a escolha de “para onde” e “quando”, vem a preocupação com a hospedagem. “Se vamos ficar em apart-hotel, geralmente procuro um que tenha cozinha, porque tenho bebê e levo comida congelada às vezes, ou tenho que preparar quando não sei da culinária local, se é mais pesada”. Além disso, ela conta que procura por programações que não tenham muita gente, “para andar mais tranquila com as crianças e não correr o risco de elas se perderem”.

De maneira geral, Karla conta que prioriza destinos no litoral. “A praia tem mais atividades para crianças. Outros lugares, de interesse para adultos, como museus, eu percebi que só são interessantes quando já têm uma atividade própria para elas”, diz Karla, que também pode contar com uma ajudinha do marido, Heitor. Entre os destinos que ela recomenda estão as cidades de Natal, João Pessoa e Recife. A família toda foi de avião até Natal e lá alugou um carro, no qual percorreu as demais cidades – outra dica boa para conhecer vários lugares em uma viagem só.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)

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