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MUDANÇA

Novo técnico do Papão vem aí! Confira na coluna de Gerson Nogueira

Terça-Feira, 28/05/2019, 10:12:07 - Atualizado em 28/05/2019, 10:12:07 Ver comentário(s)

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Novo técnico do Papão vem aí! Confira na coluna de Gerson Nogueira (Foto: )

Nova mudança em pleno voo 

Três meses após a saída de João Brigatti, o PSC encara nova turbulência nos gramados e parte para outra troca de comando técnico. Léo Condé não resistiu à pressão depois de uma série de resultados insatisfatórios. Foi abatido em pleno voo, ainda em Varginha (MG), logo depois da derrota frente ao Boa Esporte na noite do último domingo.

Condé não sobreviveu no cargo nem mesmo para a partida de volta contra o Inter, pela Copa do Brasil, amanhã à noite. Sinal de que a diretoria tinha pressa em reaprumar o projeto montado para a Série C e queria, obviamente, dar uma resposta imediata para aplacar a fúria da torcida.

Foram duas vitórias, duas derrotas e um empate na Série C. O time segue no G4, mas Condé sucumbiu à instabilidade que ronda a Curuzu desde a má campanha no Campeonato Estadual, quando o Papão terminou na quarta colocação, atrás de Remo, Independente e Bragantino.

O PSC começou bem a Série C, derrotando o Ypiranga-RS fora de casa e ganhando o Tombense na Curuzu. Liderou a competição por uma rodada. Na terceira rodada, foi derrotado pelo Juventude e aí o barraco começou a desabar. O time não venceu mais e acumulou ainda um revés pela Copa do Brasil contra o Inter, em Porto Alegre.

Muito da insatisfação do torcedor provém da ausência de organização, mesmo com a chegada de uma barca de reforços. Ficou a clara impressão, após cinco rodadas, de que Condé não conhecia os jogadores à sua disposição no elenco. Escalações erradas, substituições equivocadas.

A partir de ontem, o PSC está buscando no mercado um substituto. Os nomes mais óbvios são os de Mazola Jr. e Dado Cavalcanti, ex-técnicos do clube. O primeiro está desempregado desde fevereiro, quando foi dispensado pela Ponte Preta. O segundo cuida hoje da equipe de transição (sub-20) do Bahia.

Os boatos mencionam ainda Givanildo, Leston Jr., Itamar Schülle, Junior Rocha e até Lisca Doido. E, por razões óbvias, é improvável que um nome regional (Lecheva, João Neto ou Charles Guerreiro) seja lembrado. A conferir. 

O VAR como arma de favorecimento 

Tenho acompanhado, com um misto de curiosidade e ceticismo, as análises de comentaristas de arbitragem e palpiteiros em geral, sobre o polêmico lance do penal que beneficiou o Palmeiras contra o Botafogo, sábado, em Brasília. Inicialmente, o árbitro paranaense Paulo Roberto Alves, que estava a dois metros da jogada, puniu com cartão amarelo a simulação do atacante Deyverson, que se atirou teatralmente diante do goleiro Gatito Fernández.

Alertado sobre avaliação do VAR, o árbitro mudou de ideia e marcou o pênalti, entendendo que Deyverson teria sido tocado pelo zagueiro Gabriel. O toque, se ocorreu, foi tão sutil que não seria suficiente para uma queda tão espetacular quanto a do atacante palmeirense na área do Botafogo.

Indignada com a marcação, que originou o gol de Gustavo Gómez, o Botafogo decidiu pedir anulação do jogo, alegando que a partida já havia sido reiniciada quando o árbitro de vídeo (VAR) entrou em ação. “Logo, não poderia ser alterada a decisão do árbitro (regra 5 da FIFA e protocolo 8.12 do VAR). A decisão tomada foi um erro de direito, não um erro de fato”, diz a nota oficial do clube.

A argumentação tem substância, mas os caminhos tortuosos da aplicação do VAR não permitirão que o Glorioso ganhe a parda. Ficará apenas como esperneio ou choro de perdedor, como alega a força-tarefa da mídia paulistana em defesa do pênalti – e do Palmeiras, claro. 

Gambiarras de um Cruzeiro sob mira global 

Com dívidas que superam a casa dos R$ 500 milhões, o Cruzeiro foi alvo de uma reportagem especial do programa Fantástico, no último domingo, que revelou falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e possíveis infrações às normas da Fifa e da CBF.

Como a Globo não costuma pegar pesado com clubes considerados de primeira linha, a própria exibição da matéria despertou uma série de especulações. O Cruzeiro teria cedido direitos de jogadores e maquiado um balanço financeiro, entre outras gambiarras.

A atual diretoria do clube é acusada de concretizar a venda de 20% de um atleta de 12 anos, da base cruzeirense. Segundo a reportagem, nem mesmo o pai da criança sabia do ocorrido.

Há o relato de empréstimos junto ao empresário Cristiano Richard Machado e pagamento com cessão dos direitos de atletas. Desde 2015, é proibido ceder direitos a empresas, pois o passe só pode pertencer a um clube ou atleta.

O problema com o balanço financeiro envolve a venda do meia-atacante uruguaio Arrascaeta ao Flamengo, descrita como realizada no ano passado, mas que na verdade aconteceu em janeiro de 2019.

Cruzeiro, é bom não esquecer, que é latifúndio dos notórios irmãos Perrella, o que ajuda a entender muito do enrosco ora denunciado.





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