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Sexta-Feira, 19/07/2013

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Queremos Mais!

Orquestra de Violoncelistas. Foto: Thiago Araújo

A coluna mostra o que rolou nos bastidores do festival que movimentou a cidade.


Belém é mesmo a bola da vez na música.  Depois de Otto ter anunciado em seu mais recente show por aqui, pelas Seletivas Se Rasgum, que compôs uma música em homenagem à cidade, o badalado cantor Lucas Santtana (sobrinho de Tom Zé e atual namorado de Camila Pitanga, diga-se de passagem) apresentou em primeira mão no Conexão Vivo ‘Ela é Belém’, música que escreveu mesmo sem nunca ter visitado estas bandas. “Aí vocês me dizem se falei alguma besteira”, pediu ao público.


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Com exclusividade à coluna, Lucas disse que essa vontade de conhecer Belém de perto vem de muito tempo. “Desde a adolescência ouço falar muito daqui e, frequentando a casa de amigos paraenses, essa cidade foi ficando cada vez mais mítica pra mim. Na aterrissagem já fiquei encantado vendo aquela floresta no entorno e aí começou a chover aquela chuva da tarde, como se fosse de boas-vindas”, disse. “Ver essa igreja da Sé branquinha, com a luz se acendendo em contraste com o céu do fim da tarde, é uma coisa linda, assim como esse centro histórico”.

Três grupos de fora que se apresentaram no festival tinham artistas paraenses na formação. O Camarones Orquestra Guitarrística, de Natal, é liderada por Anderson Foca, que até os 14 anos viveu por aqui. O mesmo ocorre no Soatá, de Brasília, com o guitarrista belenense Jonas, ex-Solano Star. Já o mineiro Catibiribão, que tem um repertório infantil, é encabeçado pela paraense Silvia Negrão.


Com a música paraense cada vez mais em alta, artistas nacionais começam a se espertar para a sonoridade daqui. Lenine fez questão de destacar que é um estudioso da obra de Ary Lobo, “que muitos não sabem que é paraense porque a discografia dele foi toda feita no Sul”, e destacou que é amigo de Nilson Chaves. Fernanda Takai há tempos encerra seu show solo com o carimbó ‘Sinhá pureza’, de Pinduca. Já Pepeu Gomes não ficou atrás: em entrevista exclusiva à Revista Diário deste domingo, se intitula Embaixador da Música Popular Paraense e diz que pretende fazer a guitarrada ser conhecida fora. Então tá.  


A banda Vendo 147, da Bahia, mostrou que na terra do axé também há rock do bom. Os músicos, inclusive, utilizam um formato diferente no palco, o ‘clone drum’, ou bateristas-clones, já que dois músicos comandam as baquetas a quatro mãos simultaneamente, o que dá mais peso à sonoridade. Outra grata surpresa para os fãs de rock foi a banda Gloom, de Goiás.


E Gaby Amarantos, hein? Fez o show mais comentado do festival, não só por ter sido um dos melhores – e mais longos –, com direito a clássicos do brega de aparelhagens, como também por ter, com licença da expressão, ‘pagado peitinho’ novamente, repetindo a dose da Virada Cultural em São Paulo.


Músicas do cancioneiro ‘brega’ local e nacional viraram os hits do Conexão Vivo em Belém. ‘Luz do mundo’, de Manoel Cordeiro em dueto com Iva Rothe, fez todo mundo cantar junto, assim como todos os casais cantarolaram “ eu só quero você e mais nada”, de Pepeu Gomes.


Mas nem tudo são flores em um festival. O local onde foram armados os palcos, na rua que tem o Palácio Lauro Sodré de um lado e o Antônio Lemos do outro, é bem diferente dos tradicionais pontos de shows públicos pela cidade e foi bem escolhido, mas o exagero do Iphan em cercar as amplas calçadas dos palacetes deixou a rua espremida para o público, que perdeu bastante da visão dos artistas e ficou com menos espaço para circulação. Entende-se que é preciso preservar o patrimônio, mas o excesso de zelo não é visto em outros eventos na mesma área, como no Auto do Círio.


O público também percebeu uma diferença de som entre as atrações. Era claro que os artistas locais tocavam com o áudio bem abaixo da potência dedicada às atrações nacionais. Isso foi sentido claramente no show de Felipe Cordeiro, Aíla e Lia Sophia, que, aliás, reclamou muito dessa diferença de tratamento sonoro, digamos assim.

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